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Sobre a fome

O enferrujado trinco da porta gira, o relógio marca 7 horas. Lá fora o céu se destaca num tom róseo, típico do entardecer. Ela então cruza a porta e à fecha rapidamente, apesar do sol, faz bastante frio lá fora. Ao chegar perto dele, ela lhe diz algumas palavras acompanhadas de um beijo na testa. Suas palavras são indecifráveis agora, sua atenção está toda voltada para as mãos vazias dela e para seu próprio estômago que agora faz um barulho estranho, como se fosse um ronco. Mãos vazias, era isso! As palavras passam a fazer sentido.
Pelo dia todo ele à esperava, e agora já em casa, com um tom triste na voz, lhe diz: “Não encontrei nenhum alimento filho, as latas de lixo estão vazias..”

 ~Eduardo Quintanilha

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