Televisores e cadernos

Rabisco versos em um caderno rasurado. O silêncio da madrugada me fascina. Nenhum cão, nenhum maldito grilo, ousa romper o absoluto barulho do nada.
É como o botão “mudo” da TV. É a hora em que eu me sinto no controle do mundo. Onde posso calar cada imbecil, com suas palavras inconsequentes.
As pessoas falam demais. Talvez no intuito de que em algum momento, tamanha exacerbada quantidade de frases, se torne algo de algum valor notório. Querem a notoriedade de qualquer modo. Empurrando suas inutilidades goela abaixo. Como um comprimido amargo, que você engole à base de água morna da torneira, num copo de requeijão.
Ainda contemplo o silêncio, e as rasuras de meu caderno bege.

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Sobre Eduardo Quintanilha

21 anos, Analista de Suporte. Estuda Análise e Desenvolvimento de Sistemas na Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Skatista entre uma prova e outra, e escritor nas horas vagas. Decidiu criar o blog para publicar seus textos escritos à base de muito café e olheiras. Almeja ser reconhecido pelos seus textos e poemas, ou que alguém goste de seus textos.

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  1. Continue com o caderno na mão, mas desista do controle do mundo

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