Arquivo da categoria: Poemas

Cansado

Sou apaixonado sim.
Escrevo meus sentimentos
O dia todo.
Por todos os lados.
Espalho pra todo canto.
Para que talvez,
Surja um encanto,
Que traga paz ao
Meu poeta cansado.
Que escreve até deitado.

É tanta poesia,
Que não cabe em mim.

                                            – E.Q.

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Angústia

Bem vindo ao lugar
Onde o tempo não passa.
Quanto mais a chuva cai,
Mais a mente se embaça.
Sozinho
Você não pode gritar.
É, eu sei,
É complicado lidar.
Aqui não existem sorrisos ou
lágrimas.
Pesadelos
Estão vivos.
Tomam forma
Como um boneco de barro
Fujo
Travo
Corro
Me amarro?
O ápice da angústia tomando forma Numa madrugada chuvosa.

                                                 ~ E.Q.

Auto afirmação

Amante da madrugada.
Influenciado pela paixão.
De dia é cerebelo.
De noite, só coração.

Escreve, porque precisa.
Precisa, porque escreve.
Desmancha cada verso,
E quando remonta, percebe.

Sua vida é a poesia.
Há quem não entenda,
Ou se negue.
Como uma flor,
Que se queira manter bela.
É necessário
Que se regue.

                                           – E.Q.

Maldito seja. Maldito é.

A maldição de escrever,
Que insiste em me assombrar.
Escrevo porque preciso.
Não para “me mostrar”.

A caneta se torna uma extensão
Do meu corpo.
Palavras fluem como um rio,
Vêm da base, até o topo.

Não existem regras por aqui.
Newton deveria estudar os poetas.
Pois a gravidade,
Não faz nem cócegas
Nos meus versos.

– E.Q

Ei de ser?

Eu que já fui.
Eu que sou.
Eu que serei.

Nunca fui nada.
Sou nada menos.
O futuro,
Não sei.

Eu que fui mar.
Sei que sou lágrimas.
A torneira,
Fechei.

Um dia, fui eu.
Agora eu tento.
Desculpe,
Eu juro,
Tentei.
                  
                           (Eduardo Quintanilha)