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Etílicos 2/3

Sentado no meu quarto,
Retomo o comando do mundo.
Eu, um pobre vagabundo,
Que só pensa no dia da vitória.

Mas como querer
Prestígio e glória,
Se da humanidade
Sou a escória?

Que vive para escrever
Seus infortúnios.
Durante o dia,
E nos mais variados
Horários soturnos.

Porém, me sinto livre.
E quem é livre, vive.

                           (Eduardo Quintanilha)

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Etílicos 1/3

Um brinde à paixão,
Que te deixa maluco.
Um brinde ao tempo,
Que te deixa caduco.
Também ao silêncio,
Que conversa mudo.
E um brinde à poesia,
Que cura isso tudo.

Um brinde à morte,
Que acaba
Com a vida.
E um brinde à cerveja,
Que torna agradável
Essa angústia contida.

                           (Eduardo Quintanilha)

Sobre minha série “Etílicos”

Olá leitores!
Decidi reunir três de meus textos, escritos em condições embriagadas e fazer uma série com eles, para mostrar-lhes o que se passa na minha mente nesses momentos.
Como visto no título, a série terá a alcunha de “Etílicos”, e será postado um texto por dia, ao longo dessa semana, a partir de amanhã (quarta-feira).
Espero que gostem, ou não. Críticas são sempre bem vindas.